"E os amores de cinema?"
"Que tem eles?"
"Onde se encontram, que não me encontram?"
"Que quer dizer?"
"Onde se encontram aquelas sensações de amor explodido, imperfeito, completo, arrebatador, tácito, explícito, incrível, irracional. Onde se encontra a pessoa que me é capaz de mostrá-los?"
"Para isso há muitas respostas."
"Que respostas?"
"Os racionais diriam-te que os amores de cinema estão lá mesmo: no escuro, diante de uma tela enorme de projeção, com atores ensaiados e falas prescritas. A eles nenhum dos amores é digno de arte. Os sonhadores, entretanto, diriam-te que estão lá mesmo: no escuro, diante de você, como uma luz projetada a qual você deve observar, e amar, e sentir. A eles, todos os amores da vida são dignos de filmes."
"E por que não encontro nada?"
"É porque você não se perdeu ainda."
"Que quer dizer?"
"Quero dizer que você procura demais, e, para amar, é necessário primeiro se perder."
Amanda F.

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