Mentirosa porque sou artista, mentirosa porque crio, mentirosa porque, simples e francamente, minto.
Minto porque não há fronteiras na minha arte, porque as palavras não possuem pontos finais, porque despersonalizo, fantasio, crio - minto mil quimeras misantropas, mil fantasias inventadas, mil e uma noites de utopia, e mil e uma faces que não visto.
Sou escritora, e, portanto, não minto idade, não minto caráter, não minto opinião. Minto realidade. Teço-a da forma que quiser ver, da forma que quiser ser lida, e da forma que quiser ver despida.
Minto porque faço da sua realidade a minha mentira.
Minto descaradamente quem sou somente fora das palavras, fora do papel - fora das letras, canetas, e folhas rabiscadas. Minto quem sou apenas quando não escrevo, porque o que sou é um jogo de palavras andante; fantásticas palavras pulsantes que visto ao me fantasiar.
Sou escritora, e, portanto, minha única verdade é também minha maior mentira.
Amanda F.

Um comentário:
Formidavel! M.
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