
Menina estranha, de 8 ou 10 elevado a vigésima segunda potência. Sofre dramas mexicanos, arranja umas paixões de aluguel, não precisa de muito para sonhar alto, vive fechando os olhos para beijar estrelas. Triste? Todo mundo é. Feliz? Sempre que pode ser. Depressiva de morte em fim de novela, divertida de palhaço em começo de circo. Não sabe o que é pouco, odeia amar pela metade. Se for pra chamar a atenção, quer o centro, se não for, quer a invisibilidade. Tem uns ápices de morrer de rir chorando, ou de viver chorando de rir, quase sempre, o tempo todo. Segurança? Tem um porto-seguro ambulante, mas se sente insegura em qualquer lugar - sem chão, daqueles fundos de poço intermináveis. Quer correr, andar, pular, voar - até alcançar aquele abraço que é o melhor lugar do mundo. É pra ontem, e, se for pra deixar pra mais tarde, é pra nunca. Supernova ambulante repleta de brilho e energia em excesso, com os ponteiros contados para a explosão. Odeia estar no ponto intermediário da vida, quer o futuro no presente, e o passado arquivado, para ver com um balde de pipoca, uma caixa de lenços e muita melação, daquelas dignas de barras e mais barras de chocolate. Menina estranha - adora ficar de cabeça pra baixo, e teve que aprender a viver de cabeça pra cima.
Amanda F.
Amanda F.







